sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Com tantos afazeres, por que fazer yoga?
O tempo da mãe de um recém-nascido é raro. Muitas vezes o dia acaba sem que ela tenha se banhado. Ou o Sol se põe sem que a mãe tenha conseguido almoçar. Em casa, a nova mãe tem um trabalho constante e quase ninguém vê o resultado de seus empenhos. Se vai mais um dia dedicado a dar o peito, trocar fraldas, colocar para arrotar, dar banho e acalentar o choro.
E para abalar as emoções femininas, ainda haverá algum familiar que dirá: "mas o que você fez hoje?"
Eu me pergunto, e talvez você também se pergunte: porque, diante de tanta escassêz de tempo, tirar um momento para praticar yoga? Eu praticava yoga alguns anos antes de minha primeira gestação, e quis retomar a prática porque já era algo primordial à minha rotina. Mas não foi só por isso.
A experiência do yoga me ofereceu recursos para administrar minhas dificuldades do dia a dia materno. Diante das dores nos braços e coluna, recorri às posturas para me alongar e fortalecer. Diante de um bebê com sono que resistia para dormir, recorri aos mantras para me acalmar e ser capaz de fornecer paz a ele. Diante dos cortes e lacerações que tive na carne, durante o parto, recorri à lindas visualizações de cicatrização e respirações curativas. Diante dos palpites equivocados, recorri à meditação para escutar meu coração e conhecer o manual de bebês que residia lá dentro. Diante da febre, resfriado ou medo da doença, recorri à fé e positividade que o yoga aflorou em mim.
Assim, sempre tive um parceiro no ato de maternar. Nunca me senti sozinha diante do universo, pois a tradição do yoga me conectou à Mãe Divina. E essas dificuldades que citei foram vividas com leveza, me permitindo desfrutar da doçura de ver um bebê apreender o mundo e doar seu amor.
Mas como já disse, esses "recursos" já estavam em mim, pois já praticava yoga. Porém, tão logo pude, retomei as aulas coletivas, saindo de casa com meu bebê, buscando minha mãe para ficar com ele em uma sala ao lado, enquanto eu me dedicava a mim. Essas aulas eram meus suspiros semanais. Como uma parada no posto de gasolina, em que você abastece o carro de acordo com a capacidade do tanque e da carteira; podendo em seguida percorrer longos quilômetros até fazer a próxima parada.
Fico aqui com o convite para que você se abasteça de prana, energia vital, para ser capaz de maternar com alegria!
Namastê!
Assinar:
Postagens (Atom)
