domingo, 25 de março de 2012

Yoga traz conforto físico e emocional para gestantes

Dei entrevista ao jornal Folha de Pedro Leopoldo e eles publicarm uma matéria sobre yoga e maternidade, e sobre meu trabalho.Vejam:

Folha de Pedro Leopoldo,
Yoga traz conforto físico e emocional para gestantes

A prática alivia o cansaço, o sono e as alterações hormonais comuns durante a gestação e nos primeiros momentos da maternidade. Aulas em Pedro Leopoldo ganham cada vez mais adeptas

O estresse diário, o corre-corre da vida moderna, a fadiga e até mesmo a poluição sonora, visual e ambiental a qual o ser humano é submetido atualmente, fazem com que as pessoas cada vez mais procurem medidas alternativas de relaxamento. E o Yoga tem sido uma das opções mais buscadas por quem necessita da calmaria física, espiritual e emocional.

De acordo com Geozeli Tássia de Pinho Camargos, 28 anos, formada em Hatha Yoga, praticante de yoga há 8 anos, os benefícios dessa atividade são inúmeros e compensatórios. Geozeli conheceu a prática em 2004, numa escola do ramo e se encantou com o que viu. “Na época eu praticava tai chi chuan e dançava profissionalmente. Já tinha uma extensa grade de trabalhos corporais e acreditava que o yoga me traria mais consciência corporal e auto-conhecimento. Queria acrescentar o yoga à minha formação física e aumentar minha concentração e internalização. Eu já sabia também que o yoga se fundamentava como uma filosofia e tinha como finalidade o crescimento espiritual. Isso me interessava. Fiquei 3 meses em uma escola e troquei-a pelo Instituto Aravinda, pelo qual me tornei professora, onde pratico até hoje e dou aulas também”, contou.

Mãe de duas crianças, de três e um ano, Geozeli experimentou a prática do yoga como suporte para os desafios da maternidade e agora resolveu passar adiante o que conquistou com sua experiência. “A maternidade traz muitas mudanças para a vida da mulher. O yoga é um poderoso recurso para a mãe que deseja ser intuitiva, forte e serena, em medidas iguais. A prática também alivia o cansaço físico, o sono e as alterações hormonais comuns dessa fase. Com a prática de yoga, a grávida consegue se adaptar melhor ao novo corpo, se sente mais disposta, confiante e mais conectada com o novo ser que está gerando. O yoga ainda prepara a mulher para o parto e o convívio com seu bebê” afirmou.

Geozeli iniciou este ano aulas de yoga em Pedro Leopoldo. A prática é ministrada para gestantes e pós-parto, durante uma hora e quinze minutos, duas vezes por semana. Segundo a professora, são momentos que se tornam essenciais para uma gravidez sadia e uma relação harmoniosa com o bebê após o nascimento. “Quando engravidei pela primeira vez, procurei me inteirar do tema parto, gestação e amamentação. Minha busca me levou a conhecer a ong Bem Nascer, que atua em BH defendendo o parto humanizado. Rapidamente me tornei ativista e associada. Isso me fez conviver com um número grande de grávidas e novas mães. Fui acompanhando os medos, dificuldades físicas e emocionais da mulher nessas fases, e através da ONG procurei ajudar com os recursos que tinha disponível. Ao me formar professora, procurar atender esse público foi quase inevitável. Eu pratiquei yoga nas duas gestações e logo após os dois partos tenho a certeza de que isso facilitou e ainda facilita minha experiência materna. Não tenho como, nem porquê, deixar de oferecer esse conhecimento a outras mulheres”, reforçou.

Ainda segundo Geozeli, a prática de yoga para essas mulheres traz um retorno que vai além dos benefícios para mãe e filho, mas que atingem positivamente as pessoas como um todo. “O conhecimento de alguns teóricos da obstetrícia, pediatria e psicologia (como Michel Odent, Laura Gutman, Carlos Gonçales), me faz acreditar que a principal forma de criar um mundo mais harmonioso e pacífico do que temos hoje é mudando a forma de nascer dos nossos bebês, e cuidando com mais carinho da primeira infância. E como forma de colaborar nesse projeto de mundo melhor, me proponho a ajudar as mães a estarem mais equilibradas, seguras e serenas, para que assim possam cuidar de seus filhos com amor. A maternidade é um momento doce, mas muito pesado. É preciso criar um círculo de apoio em torno da mulher para que ela consiga assumir seu papel sem carregar um fardo”, justificou.

Geozeli camargos ministra aulas de Yoga na Estação Bem Estar, anexo ao Restaurante Estação, à Rua Anélio Caldas, 94, para Turmas Pós-parto às segundas e quartas-feiras de 9 às 10h15 e de 16 às 17h15 e para Turmas Gestantes às segundas e quartas-feiras das 7 às 8h15 e das 18h30 às 19h45. Mais informações no http://www.yogaposparto.blogspot.com.br, ou pelo email contato@estacaodobemestar.com.br e ainda pelo telefone 3662-0059.

sábado, 24 de março de 2012

Gravidez serena e saudável com yoga

Escrevi um artigo para o jornal Folha de Pedro Leopoldo. Falei um pouco do que tenho falado aqui, sintetizando ainda mais.Compartilho com vocês.
Namaste!

Com frequência vejo relação entre a maternidade e as fases da Lua. A gravidez nos torna uma grande Lua cheia: os hormônios deixam a pele mais bonita, os cabelos cheios de brilho, uma resplandecência sem fim. Todos os olhares da rua, todos os serviços de saúde, todos os telefonemas são para a gestante. Repentinamente a Lua nasce! Os cabelos ficam mais secos e caem, as emoções ficam confusas, o sono e a fadiga tomam conta. A mãe se tornou uma Lua nova: todos os olhares são para o bebê! A vontade materna é de se recolher, se deixar minguar.

As fases da gestação e do período pós-parto são cheias de transformações físicas, mentais e emocionais. A velocidade com que se troca de fase, muitas vezes, deixa a mulher confusa e vulnerável. Por causa de todas as mudanças, durante a gestação muitas mulheres vivem com um pé na satisfação e outro no incômodo.

Existem recursos capazes de trazer equilíbrio emocional e físico para a gestante, e entre eles está a prática de yoga. Esta milenar tradição ajuda a grávida a se adaptar melhor ao novo corpo, se sentir mais disposta, confiante e conectada com o ser que está gerando. Com o Yoga, a mãe poderá fincar seus dois pés na satisfação e segurança, eliminando seus medos, fortalecendo seu corpo para sustentar o novo peso e ainda estará mais preparada para o parto, para a amamentação e o convívio com o bebê.

Nasceu o bebê, e ao mesmo tempo nasceram as responsabilidades, o medo de não dar conta, um corpo novo, um amor além da conta, um instinto desconhecido e uma disputa (interna e externa) dos modos de se criar um filho.
Nesse momento o yoga ajuda a mãe a silenciar-se e administrar a própria mente, para ser capaz de reger novamente a vida, acolhendo as mudanças e escolhendo os caminhos. O yoga ajudará a mãe a ser intuitiva, forte e serena, ao mesmo tempo. A prática também aliviará o cansaço físico, o sono e as alterações hormonais comuns dessa fase, ajudando a evitar a depressão pós-parto e a tristeza pós-parto(baby blues).

Eu já praticava yoga desde antes de engravidar pela primeira vez. Pratiquei nas duas gestações e tenho colhido os louros em minha casa. A experiência do yoga me ofereceu recursos para administrar minhas dificuldades do dia a dia materno. Diante das dores nos braços e coluna, recorri às posturas para me alongar e fortalecer. Diante de um bebê com sono que resistia para dormir, recorri aos mantras para me acalmar e ser capaz de fornecer paz a ele. Diante dos palpites equivocados, recorri à meditação para escutar meu coração e conhecer o manual de bebês que residia lá dentro. Diante da febre, resfriado ou medo da doença, recorri à fé e positividade que o yoga aflorou em mim.

Assim, o yoga sempre foi um grande parceiro no ato de maternar. E essas dificuldades foram vividas com leveza, me permitindo desfrutar da doçura de ser mãe.

O Yoga é um encontro consigo mesma, que faz a mulher descobrir a força feminina e sagrada que mora no coração e no ventre de toda mãe.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Instantes de paz

Arquivo pessoal

Hoje venho contar a experiência de outra mulher com yoga e maternidade. Angela Campelo, mãe de 5 filhos, avó de 7 netos, doçura e generosidade encarnada. Angela pratica yoga desde os 19 anos, e entre pausas e retomadas, são quase 50 anos de envolvimento com o yoga. Ela é criadora da escola Tranquilitas, professora há 16 anos, e me contou da sua experiência com suas crianças, que devo dividir com vocês.

Quando os filhos de Angela eram pequenos, ela não trabalhava fora de casa e assumiu integralmente os cuidados com os pimpolhos. Não contava com ajuda de babá, mas tinha uma ajudante para os cuidados da casa. Embora fosse uma mãe dedicada e que ama muito os filhos, haviam momentos em que ela desejava “engolir os meninos” para ter instantes de sossego. Ela pensava “só se eu voltar esses meninos pra minha barriga, vou conseguir ajeitar as coisas”. Por mais que ela desejasse, o ato não era possível. Angela tinha, como toda mãe, que se organizar, se reconhecer, se achar e respirar mesmo envolvida às ações das 5 crianças. Falando em língua de dia de semana, ela tinha que se virar!

Como já era uma apaixonada praticante de yoga, encontrava aí uma luz para seus momentos de sufoco: vez ou outra pedia à empregada para olhar as crianças enquanto ela tomava banho. Entrava para o banheiro, fechava a porta e deitava no chão realizando a postura da tartaruga (vajra hamsasana). Passava 5 minutos debruçada em seu asana, sua prática rejuvenescedora, harmonizadora e devocional. E só depois ia para o chuveiro! Naqueles 5 minutos a professora Angela ganhava o fôlego para continuar administrando sua própria vida sem sucumbir ao convite de ser engolida pela rotina. Ela continuava diante da realidade movimentada de quem tem 5 crianças em casa, mas era capaz de manter as rédeas da vida em suas mãos.

Uma história simples, de uma mulher como todas nós. Mas uma experiência inspiradora! A imagem dessa mãe na postura da tartaruga no banheiro, unida à imagem atual dessa mulher – avó, professora, estudiosa e praticante de yoga -, me enche de esperança e inspiração. Eu vejo uma história de mulher vitoriosa; e muito me preenche saber que mesmo a dedicação pequena ao yoga foi suficiente para manter acesa a luz sagrada.

Vejo que não são apenas as grandes e freqüentes práticas de yoga que alimentam nossa chama. E me traz também a lembrança de que a vida materna é feita de fases. Muitas e curtas fases, visto que todas passam muito rápido. Se em um momento se está submersa a fraldas e papinhas, em breve se estará com a casa vazia e os filhos na rua. E para não se perder entre as fases, acreditando que elas são o absoluto, há de se ter eixo e foco em algo que seja eterno. Ao ver o céu, observar que o azul é estável e as nuvens passageiras. Se observarmos tudo com o mesmo olhar, perderemos a permanência e nos perderemos no que é inconstante.

A paz e a calma são a verdadeira natureza de nossa mente e de nosso espírito. Os redemoinhos de pensamentos e as dificuldades da vida são nuvens no céu.

Gratidão Angela pela sua devoção e persistência no caminho do bem e da paz!

Namaste!