terça-feira, 3 de abril de 2012

Depressão pós-parto, já te falaram sobre isso?

Adquiri o livro " O livro de Yoga e saúde para a mulher", de Linda Sparrowe, com sequências de Yoga de Patricia Walden. Estou gostando muito e gostaria de dividir com vocês um pequeno trecho sobre depressão pós-parto. Sparrowe diz palavras simples, até comuns. Mas o tema é tão pouco explorado e tratado no dia a dia, que dizer o básico sobre a depressão já é muito importante. O livro ainda sugere asana (posturas) que ajudam a superar o estado depressivo.

Sethubandasana (postura da ponte)
"Quando Sarah tinha umas três semanas, eu desmoronei, despreparada que estava para enfrentar as exigências de um bebê (ainda mais de um bebê que chorava o tempo inteiro). Eu, que sempre tinha sido auto-suficiente, precisava agora do apoio do meu marido. Fora isso, eu precisava muito da companhia de adultos e o meu corpo não estava forte e enxuto como antes (como eu esperava que estivesse, depois de três semanas). A depressão me pegou e precisei de quase três meses de yoga, de meditação e da compreensão do meu marido para sair daquele desalento. Minha amiga Kathryn acha que todas as mulheres deveriam ser informadas sobre a depressão pós-parto. A dela se manifestou como puro terror. Ela ficou apavorada com a ideia de ser responsável por um bebê tão pequeno - uma responsabilidade que duraria o resto da vida. E com a certeza de que a vida nunca mais seria só dela, sem saber se daria conta da assustadora tarefa de cuidar, alimentar e orientar sua filha ano após ano.


Nós duas nos consolamos com o fato desses sentimentos serem bastante comuns. Os médicos atribuem os incríveis altos e baixos de mães novatas aos altos e baixos dos hormônios pré e pós-natais. Mas eu acho que a causa da depressão não é só essa. Em geral, essa depressão vem mais ou menos na época em que o leite enche os seios, obstruindo-os e provocando muita dor; ao mesmo tempo, o bebê começa a ficar mais irrequieto e a novidade da situação já se desgastou - todos já voltaram à rotina de sempre e a mãe está sozinha com seu bebê. A vida começa a pesar, assim como a responsabilidade de cuidar de um ser humano tão pequeno.


Prefira as posturas que abrem o peito, expandem a respiração e reenergizam o espírito, como a Postura Reclinada do Herói (Supta Virasana), a Parada de Ombros (Sarvangasana), a Postura da Ponte (Setu Bandha SaSarvangasana) e outras do Capítulo 10. Eu me sentia melhor quando reservava um tempinho para fazer alguma coisa por mim mesma - dar uma caminhada, meditar, visitar uma amiga, ir a uma aula pós-natal - qualquer coisa que me clareasse a cabeça e recarregasse minhas baterias. Não tenha medo de pedir ajuda; ninguém disse que seria fácil e nem que você teria que fazer tudo sozinha. As aulas de yoga pós-natal oferecem uma oportunidade maravilhosa - vá você sozinha ou com o bebê - para praticar e, o que é igualmente importante, para entrar em contato com outras mães. Se a depressão durar mais do que duas semanas, procure ajuda."
(pp.173-174)

Nas próximas postagens trarei dicas de como executar as posturas recomendadas.
Por enquanto, fiquem com a segurança de que você nunca está sozinha em sua maternagem. Conte com a sabedoria e o calor que moram no seu coração.
Namaste!

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